quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Respire





Não deixe as rugas do tempo te amaldiçoarem.

Enquanto eu fumo e a fumaça se dissipa no ar,

há milhões de olhares incautos nessa vastidão do mundo.

Eu enxergo a felicidade através de mim mesmo.

Eu respiro!

E a alegria me invade

e eu só quero sorrir

e lembrar desse momento,

quase zombando do inferno

em que me encontrava dias atrás.

Eu respiro.

E se por algum motivo

a desilusão te pegar...

Lembre-se:

Há sempre uma luz no fim do túnel

e o poço um dia vai verter água

e você virá à tona de novo!

Então...faça como eu...

Respire.


Marisete zanon
( pós crise profunda de depressão)

sábado, 14 de novembro de 2009

http://prosaeversodeboteco.zip.net

Pois é pessoal...tem mais trabalho meu no Prosa e verso de boteco. Apareçam e deixem as suas impressões, vale pedir uma boa branquinha que o Caio desce pra vcs!!!
Abraços a todos

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Poetando

Parece que o mundo escuta

os meus suspiros...

e vê minha mão apoiando a cabeça...

pensescrevendo

escrevelendo

lendescrevendo...

A ânsia de pular de um

para outro verso...

E um segundo só me basta

para dar um giro no universo.

Captar, sentir, vislumbrar...

Até mesmo o que não conheço

numa velocidade que me deixa perplexa!

São minhas antenas...

Absorvendo e decodificando o enigma...

Intuindo essa atitude complexa

de viver "poetando".

Marisete Zanon


Leia também em: Entra toma um café! Por esses dias eu tenho feito...
Só clicar no ícone do blog aí da lista!

domingo, 1 de novembro de 2009

Virada água







Pegou as chaves do carro

Saiu sem rumo

Queria ter água nas veias

Queria ser água e correr mundo

Na bomba de combustível

deixou as lembranças

No bar da estrada comeu planos

No banheiro deixou o rosto no espelho

Acelerava partidas

As engrenagens girando ansiedade

Rodava sonhos

No porta-malas esquecimentos

Nos bancos solidão

Na encruzilhada a dúvida

No volante a decisão

Deixou o carro

Se foi com o vento

Transformou-se em nuvem

e virou chuva...


Marisete zanon

sábado, 31 de outubro de 2009

De volta III...



Após um longo período de ausência ou falta de vontade de escrever, eu volto com o Estranhos a moda antiga. Tudo volta ao normal, desde os ícones daqueles blogs que acompanho aos coments, porém desta vez com moderação para que os covardes do anonimato se sintam intimidados. Um dos motivos pelo meu desaparecimento foi uma forte depressão pós operatório, já que sofri uma parada respiratória durante uma cirurgia. Vocês devem estar se perguntando: e eu com isso? Escrevo porque sinto necessidade de colocar alguns amigos a par do verdadeiro motivo que fez com que eu parasse com o Estranhos. Antes de tudo isso também sofri um grande desapontamento com um amigo muito íntimo que aprontou um monte com a minha cara, mas agora eu posso afirmar que estou bem. Juntando tudo isso com outros problemas de percurso, como fundir o motor de um de nossos carros, estragar o ar condicionado de outro, queimar meu ADSL e alagar meu quarto na última tempestade de sexta passada. Só isso? Não! Muitos outros incidentes aconteceram e para uma pessoa que está em depressão, isso já é um empurrãozinho pro desespero. Mas...aí está um grande segredo: reação. Reação também faz parte da química e parece que tudo isso fez com que a minha vida mudasse e eu reagi. Na segunda dessa semana inventei de fazer um jardim na minha casa nova (dezoito meses que moro nela e ainda a acho nova). Essa foi a minha reação, eu disse não a depressão e investi num jardim, embora agora não seja a hora de cultivar flores e plantas por causa do forte calor que faz aqui em Foz, mas eu iniciei e o que sobreviver de toda essa luta é lucro! Tanto de mim como do jardim. Na época certa vou plantar as flores e plantas certas. O importante é que trabalhei a terra, preparei e ela está pronta, assim como eu.
Obrigada aos que tiveram a paciência de esperar o meu retorno. Abraços a todos!

Marisete zanon

sábado, 17 de outubro de 2009

Oi pessoal

Mais um conto da minha autoria se encontra no Prosa e Verso de Boteco. Passem lá e deixem seus comentários.Sei que meus blogs estão meio abandonados, mas as circunstâncias assim desejam.
Abraço a todos

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Marisete Zanon integrante do Verso e Prosa do Boteco




Alguém já roubou seus sonhos? Digo roubar porque quando se tira algo de alguém abruptamente sem a pessoa esperar é roubo.
Você já pensou em quantas vezes isso pode ter acontecido na sua vida?
Você deve estar se perguntando: o que eu tenho a ver com isso?
Muitas vezes nem nos damos conta que estamos sendo roubados. Refiro-me as críticas sem um pingo de sensibilidade e misericórdia pelas quais somos vítimas todos os dias e em todas as áreas das nossas vidas.
Algum "amigo" diz para você que o seu trabalho poderia ser bem melhor, diferente, ou mesmo que você deveria aprender a viver melhor que você não cuida direito do seu filho, porque a pessoa que diz isso tem a maneira dela de fazer como quer e não pensa que outras pessoas fazem diferente.Essas pessoas criticam sem saber o mal que fazem aos outros, não respeitam a sua maneira de ver e fazer, são ladrões de sonhos. Para nós que estamos aqui no mundo da Blogosfera em contato com comentários, pois se escrevemos, de certo modo somos lidos e comentados. E como tem gente que gosta de criticar e não sabe respeitar a maneira das pessoas que escrevem! Cada pessoa tem seu próprio estilo, já obtive prêmios literários com trabalhos que outros julgaram ser lixo.
Duas vezes na vida me deparei com críticas, mas críticas sérias mesmo. Uma foi feita por Raul Córdula, que na época era integrante da Associação dos críticos de artes de São Paulo, ele é artista plástico e disse que se eu quisesse participar em Salões de Artes, deveria começar a me preocupar com áreas sentimentais e emocionais na minha vida, pois a arte é o nosso sentimento. Fiz a maior revolução na minha vida para descobrir o que ele queria dizer e no ano seguinte entrei no Salão de Artes Bienal de Foz do Iguaçu. e outra vez que pegaram pesado comigo, mas digo pesado com outro sentido, com responsabilidade e de maneira a aconselhar para melhorar, foi hoje com o Caio do Boteco, na primeira crítica eu me indignei, mas depois ele me explicou como seria a melhor maneira de escrever. Sisudo esse Caio! Mas vamos lá! A crítica foi muito boa e por isso o meu nome já está lá na tabuleta do Boteco. Espero que essa nova amizade possa colher bons frutos. Saúde, força e harmonia aos integrantes do Boteco!!!

Marisete Zanon

café para todos!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Queridos amigos II

Nada como novas amizades...
Caio Martins me convidou para participar do Boteco e como eu não sou boba, é claro que topei com a participação de uma crônica por semana. Vou tentar, já que o romance me toma muito tempo da escrita. Essa semana o Caio postou Sofia, com alguns ajustes e garanto que ficou muito melhor!
O link do Boteco está ao lado, clique para ver!

Marisete zanon

domingo, 27 de setembro de 2009

Queridos leitores

A expressão queridos leitores é só para os que realmente são queridos mesmo. Alguns podem se perguntar: o que essa louca está aprontando agora?
Cansada de ler comentários abusivos e ofensivos no blog, decidi limpá-lo. Excluí as opções comentários e seguidores.
Pessoas sem permissão retiraram alguns textos meus para publicarem em seus blogs. Abomino esse tipo de atitude. Nunca preciso copiar nada de ninguém. Tenho criatividade.
Se alguém quiser fazer algum comentário sobre as postagens, podem fazer através do meu outro blog, pois esse eu sei que somente os que são amigos tem o endereço.
Peço aos amigos que desculpem a minha atitude rígida, mas não vejo outra alternativa.
um abraço

Marisete Zanon

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Anúncio perdido



Meus olhos são dois outdoors
Anunciando quando você passa
Me escrevo nos muros da cidade
Flash do comício na praça...
Sou como um jornal vespertino
Porém você nem abre pra ler
O comercial na tv é um desatino
Você nem quer assistí-lo
Minha boca é um banner cheio de palavras...
Mas você não as ouve...
Meu jingle não te embala
Folders, panfletos...
A mídia não obteve êxito...
Não teve jeito
Mas...
Quem sabe uma poesia?

Marisete Zanon

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sofia





Sofia. Eu amo Sofia. Sempre que surge a minha vida muda. Muda e então é só ela que vive em mim e eu fico muda. É ordinária, lasciva e linda. Trai seus sentimentos por mim e é linda. A criatura mais linda que já conheci neste mundo. Quando ela surge, eu fico diminuída. Viro miniatura de mulher e de sonhos. Todos meus sonhos são ilusões concretas perto dos sonhos de Sofia. Sofia nem sonha, ela acontece em todos os momentos que surge. Seus cabelos negros me fascinam. Eu morro pra tocar em seus cabelos negros, macios, finos e longos quando ela os arruma. Mas ela me trai. Sofia me trai. A invejo nos seus movimentos, no seu caminhar, no seu arrastar e deslizar sobre os lençóis. A invejo por mendigar um pedaço de carne humana pra satisfazê-la. Sofia não se importa em se humilhar quando quer fazer sexo e não se importa em onde fazer. Eu me reviro por dentro de ciúmes de Sofia. Ela é cruel comigo. Quando vai embora me deixa derrotada. Sofia faz sexo com luxúria. Ela é a própria luxúria. Sofia se entrega de corpo e alma e meu coração dói. Meu coração fica dilacerado por essa meretriz. Ela se deita com quem deseja. Deita e fica em outras posições também. É uma vagabunda. Sofia é uma va-ga-bun-da! Maldita vagabubda! Eu amo quando ela põe seu traseiro na mira, eu lubrifico, eu ancharco toda. Quando Sofia chega, separo as lingeries que ela gosta de usar. Separo os sapatos de Sofia e as suas roupas. Sinto-me humilhada por Sofia. Ela sempre leva a melhor sobre mim. Não me importo. Eu sou sua serva e eu amo sofia. Maldita seja Sofia! Escarnece de mim e eu continuo a serví-la! Observo quando se deita com alguém, despudorada, serve de banquete nas mãos de quem ela também deseja. Sofia se abre toda, melada, lambuzada de sêmen e abate a sua prêsa sem pressa nenhuma. Eu que ciudo dos prazeres de Sofia, eu que cuido do corpo de Sofia, do sorriso de Sofia, das lágrimas de Sofia. Principalmente das lágrimas de Sofia, porque sou eu quem as choro e fico vazia quando ela vai embora.

Marisete Zanon

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Desilusões



Temporal que acaba com meu sol
Estrada interditada
Uma pessoa querida que se afasta
O leite que talha
Pedido negado
Festa cancelada
Cd do Smallville que não roda
Herói da história que morre
Meu time perder o campeonato
Saber que milhões não gostam de poesia
Rasgar meus sonhos
Ver que as crianças já não são tão ingênuas
Não realizar a maioria dos meus projetos
Descobrir que poucos realmente são amigos
Concluir que a vida é curta
E que gastei boa parte dela com bobagens
Ver meus sonhos encaixotados assim...
Em cima de um caminhão
Indo pra longe,
Muito longe...


Marisete Zanon In - Um cordão de confissões

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Alienação




A terra gira

pessoas e coisas

vão e vem sobre ela

nun frenesi caótico

mas ninguém vê

e nem sente nada...


Marisete Zanon

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Do abstrato à matéria





Que falta eu sinto dos tempos de outrora,
outrora, quando a mão segurava o lápis que corria pelo papel
e as mãos da vovó que faziam bolo de mel
e me beijava quando ia embora
agora, só apertamos botões
um toquezinho de nada e...tac!
a tv liga e desliga também
e ficamos horas na frente dela,
feito bobões,
assistindo até o que não convém!
ainda tem os computadores...
tirando as pessoas das bibliotecas
ah...se pudessem imaginar...
o quão tristes estão os livros nas estantes...
e os espíritos que nos acompanhavam
nas leituras silenciosas?
sim! Agora se movem
de um para outro canto,
solitários
as cartas e os bilhetinhos de amor
que recebíamos no portão de casa?
agora, substituídos por celulares, telefones e e-mails
as pessoas arrumam namorados virtuais
conversam, choram e sorriem através deles
e o toque? O contato? Onde ficam?
o toque?
fica naquele botãozinho onde na maioria dos aparelhos está escrito "on-off"
e o contato deve estar nas listas de e-mails...

Marisete Zanon

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Tempo e movimento



Este trabalho pertence a série Tempo e movimento de 2003. A obra se encontra no ateliê de uma amiga que também é artista plástica.
Como é incrível que o tempo seja como uma faca de dois gumes. Quando nos encontramos ansiosos para que ele passe rápido, ele demora e quando queremos que ele não acabe mais, ele vôa!
Ainda continuo sem ânimo de escrever como os amigos podem notar e o tempo parece que parou.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tudo bem

Como faz falta escrever. Quase dez dias sem postar, mas digo que mesmo fazendo falta eu não tinha ânimo. Foi um bocado difícil os primeiros dias, mas agora estou bem, digamos que a primeira etapa já passou e tem muito repouso ainda. Obrigada a todos que enviaram e-mails preocupados com a minha saúde, obrigada pela atenção e pelo carinho, não vou escrever todos os nomes aqui, ainda não consigo digitar muito tempo e a lista é grande. Já estou pensando no que vou postar logo mais. Beijos a todos e que Deus os abençoe!

Marisete Zanon

sábado, 29 de agosto de 2009

Poema incinerado






Os crimes perfeitos que cometo...

queimo os corpos das frases na fogueira

dos abraços quentes

não restam mais nada,

arderam em brasas no inferno.

Das labaredas,

resquícios de palavras

formam um poema incinerado.


Marisete zanon

domingo, 23 de agosto de 2009

Poesia aromática





Inalo coentros e boldos

suspiro hortelãs e funchos

respiro alecrins e sálvias

transpiro...

poesia aromática.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Mais do medo



Medo II


O preto que invade a razão

Me domina

Perpetua

Esse medo de ser livre

Vulgar

Razão pra ser debochada.


Marisete Zanon

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Porções de um dia só

Um pedaço de sol nas costas

um punhado nos pés - de areia

uma parte da lua cheia

uma porção de vento nas mãos

e eu sopro uma manhã inteira

as ruas que parecem veias

num tempo que não é em vão

e no dia que tudo isso cabe

no peito a brisa invade

é só um dia que corre no chão.


Marisete Zanon

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Medo IX




Medo IX

Medo do silêncio

da indecisão

que causa silêncio

porque às vezes

sentir medo me excita

e hesito

em me desprender dele...


Marisete Zanon

Enquanto eu me dedico ao meu romance, apareço aqui de vez em quando pra "respirar".
Quero agradecer a galera que tem aparecido por aqui e na cafeteria, a cada dia que passa tem gente nova seguindo o Estranhos e o Café. Só posso agradecer a todas essas pessoas queridas que tem me enviado mensagens de otimismo e isso é em todos os aspectos, para que eu tenha sucesso e força com o romance e forças para superar as arbitrariedades da vida. Isso é muito bom meus queridos, eu estou VIVA! Obrigada a todos. Amo vocês!
Beijos

domingo, 9 de agosto de 2009

Mais do Medo




Medo XI

o medo à flor da pele

explode na poesia

grita nas cores

espuma nas veias

cria o seu mundo

feio

profundo...

Marisete Zanon

sábado, 8 de agosto de 2009

Meninos e meninas...

Oi pessoal! Muita gente deve estar perguntando o que houve com a loka da Mari7, mas eu digo, sumi por um bom motivo. Estou escrevendo o meu romance, que havia começado umas dez vezes e sempre desistia. Desta vez é pra valer, estou me dedicando a ele com todas as forças e já faz parte de mim. É difícil se desvencilhar quando estamos nesse processo, ele me suga e eu estou entregando toda a minha energia nele. Não quero escrever um livrinho qualquer, quero um best seller! Os romances são mais fáceis para se publicar, desde que sejam realmente bons, eu tenho essa esperança...Não que eu tenha desistido da poesia, não. A poesia sempre vai estar em mim e ela tem o seu curso e hora, quando ela me pega, é claro que boto no papel, não posso deixar de escrevê-las. Desde criança eu dizia que iria escrever um romance e precisou acontecer um episódio escabroso na minha vida pra que eu tomasse a decisão definitiva de concretizá-lo. Escrever é um ato solitário mesmo, como diz o meu amigo também escritor, Tenn Simioni. Nunca imaginei que fosse tão solitário assim, mas eu estou amando e estou cheia de presunção sim! Esse livro vai ser bom, eu posso garantir, porque quando nos dedicamos com afinco a alguma coisa, isso só pode ser bom. É uma pena isso não acontecer com os seres humanos, pois muitas vezes nos dedicamos a alguém e acabamos frustrados, traídos e acusados de coisas que nem imaginamos.
Minhas postagens não irão mais acontecer todos os dias, mas vou tentar manter uma regularidade, assim que der faço as minhas visitas e isso provavelmente acontecerá aos sábados que é o dia da semana que não há jeito de concentração aqui nessa casa de malucos.
É isso aí pessoal!

Marisete zanon

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Medo XV



adrenalina

emoção

impacto

impulso

som

do coração

o medo tem

sua própria banda.


Marisete Zanon

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Medo XI



Medo XI

tento driblar o medo

procuro zombar dele

imaginar sua ausência

mas ele se arrasta

cava um orifício

e se instala.


Marisete Zanon

Ao lançar essa fase, lancei também um diário da artista que conta em forma poética a
intimidade com cada trabalho realizado. Gostaria de postar na ordem como foram criados, mas devido a algumas telas serem extremamente brancas e outras pretas e tbm algumas que foram destruídas pela interação do público (com essa mesma intenção), não poderei colocar na ordem em que foram mostradas. Está aí uma delas.
Espero que gostem.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Determinação





Rasguei o véu

da suposta sanidade

encontrei-me surpresa

na minha nudez

queria mesmo

ser louca!


Marisete Zanon


Amanhã começo com a postagem de fotos dos meus trabalhos em artes plásticas da fase:

Faces do medo.

Aproveito para pedir aos amigos que votem no Estranhos, o selo é aquele alí em cima no canto direito:TopBlog é só clicar que a página abre para a votação. Lógico que a competição é grande e pra peixe pequeno como eu é quase impossível alguma classificação, mas vai valer a experiência de estar participando.

Abraços a todos

Marisete Zanon

terça-feira, 28 de julho de 2009

Hora de voltar a viver!!! Pra isso nada melhor que voltar a postar as minhas poesias...





Eu sou - in (Um cordão de confissões)


Paulista

metódica

corinthiana

realista

pertinente

comunista

transigente

artista

insana

eloquente

confissionista

delicada valeriana solitária...


Marisete Zanon

domingo, 26 de julho de 2009

O artista plástico da Paraíba - Julio Leite





Julio Leite estará em Foz do Iguaçu a partir de 17 de agosto orientando uma oficina de arte contemporânea. Conheça o artista no vídeo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Acusações




O que ganha uma pessoa que tem uma vida totalmente aberta, que gosta de brincar com seus amigos imaginários sem prejudicar ninguém, que não guarda segredos seus com os amigos, ajuda as pessoas, dá o suor quando se empenha em ajudar alguém e que é muito sincera?
Ganha chumbo! Só porque tem amigos imaginários e brinca com eles. Quando algum assunto podre vem a baila é ela que ganha a culpa porque é sempre ela que fala a verdade sem vacilar.
Odeio ser injustiçada!!!
Quando era criança minha irmã tinha uma boneca linda, a Tippy, pra quem lembra a boneca andava de bicicleta e cavalinho. Minha irmã cuidava com maior esmero e um dia ela foi pegar a boneca em cima do guarda-roupas e viu que faltava um pedaço do cílios da boneca e logo correu chamar minha mãe e dizer que eu tinha cortado o cílios da boneca. Levei uma surra e depois foram ver direito era roída de rato! Ainda hoje sonho com isso e acordo chorando, parece mentira...mas é verdade...
Cinco anos mais tarde quando ainda era criança, roubaram uma correntinha da minha tia-avó e simplesmente culparam a mim. Fiquei de castigo, a família inteira da minha avó por parte de mãe ficou me olhando como se fosse uma trombadinha. Como sofri. Mas de novo encontraram o culpado. A correntinha estava com uma tia de segundo grau que era pobre demais e passava necessidades. Mas não precisava roubar né? Pensa que alguém veio me pedir desculpas? Só minha mãe que já tinha me batido.
Outra vez que sofri acusação sem ser culpada foi de uma vizinha onde morei oito anos e éramos amigas de toda hora. Certa vez ela inventou de ter galinhas e perús em casa e eu adorava ver como ela tratava bem os bichinhos e ouvir o galo cantar de manhãzinha. Eu também ajudava a tratar das aves jogando por cima do muro dentro do cercado das aves o resto de comida e cascas de alimentos ao invés de jogar no lixo. Um dia ela bate na minha porta bem desaforada, me praguejando, me chamando de falsa porque eu tinha denunciado os bichos dela pra vigilância sanitária. Foram dois anos que passamos sem conversar. Depois da briga descobri que quem tinha denunciado era a vizinha do outro lado, mas fiquei quieta por dois anos pra não prejudicar a outra vizinha que era muito minha amiga e somente quando ela foi embora pra outra cidade que eu fui contar que tinha sido ela que havia denunciado. Hoje a gente lembra e dá risada, mas na época foi difícil aguentar a barra.
Na semana passada recebi uns e-mails bem cabulosos, na verdade uma baixaria. Alguém inventou de bisbilhotar minha vida particular através da invasão do e-mail de um amigo (diga-se mais de que amigo) até semana passada, pois depois desse episódio não quero nem saber se ele existe. Enviaram os e-mails para mim e ele ainda me acusa de ter invadido o e-mail dele. É... eu ia entrar no e-mail dele só pra enviar uns e-mails desaforados pra mim mesmo... Uma pessoa que eu tenho a maior consideração, contruí um blog pra ele com o maior carinho, faço tudo de bom pra ele e recebo isso em troca? Essa eu acho que não perdôo nunca. Ainda ontem recebi mais dois e-mails do fantasma e a culpa é minha. Só que dessa vez, eu não vou perdoar. Ele estava entrando no mundo da blogosfera e não tenho medo em dizer o seu nome: Solivan Brugnara, um escritor de mão cheia e o blog dele se chama Balaio do poeta, que ele mudou o nome pra Balaio. Tá lá o blog detonado, pq ele tirou todas as postagens.
Isso deu um livro gente e por falar em livro, hoje comecei pela décima vez o meu romance, só que dessa vez eu embalei e agora vai!!!
Pronto, desabafei. O Estranhos está concorrendo no concurso Top Blog e por isso deixo essa postagem por alguns dias e depois retiro pra não ficar parecendo blog de fofocas!!!
Muitos estranhamentos pra quem teve paciência pra ler!!!

Marisete Zanon

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Era o meu anjo...







Num dia nublado

um anjo apareceu pra mim

caído de alguma nuvem?


Guardei teus segredos

nas orações que fiz pra ti

dentro da minha alma


Depois do teu gozo

fazia canções de ninar

com teus gemidos e

sussurros

pra te embalar


Levantei muralhas pra

te proteger

você não viu amor?

Elas começaram a cair

e eu não percebi...


A cada instante uma

parte de ti ia embora

por ti quebrei todas as regras

teu rosto era iluminado

e me sentia segura


O anjo foi perdendo a plumagem

por toda parte eu via

pedacinhos das tuas asas

caídas pelo chão, sendo levadas pela brisa

e logo,

transformou-se brutalmente

em homem

e meu coração,

transbordando tristeza

te deixou ir embora.


Não me permiti

guardar nada de ti

nem na memória,

nem no meu coração traído...


Marisete Zanon